The grifted

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Mapinguari

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O jogo do copo

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mapinguari

O Mapinguari é um ser do mundo das fadas da selva Amazônica. Uma espécie de “monstro” lendário que muito se aproxima a um grande macaco de longa pelagem castanha escura. Sua pele assemelha-se ao couro do jacaré, com garras e uma armadura feita do casco da tartaruga. Seus pés têm formato de pilão e com uma boca tão grande que em vez de terminar no queixo estende-se até a barriga. É quadrúpede, mas, quando em pé, alcança facilmente dois metros de altura.

O Mapinguari, também é conhecido pelos nomes de pé de garrafa, mão de pilão e juma. A lenda sobre a “besta malcheirosa” é uma das mais difundidas pelos indígenas.

A simples menção ao nome do Mapinguari é suficiente para dar calafrios na espinha da maioria daqueles que habitam a floresta.

Os cientistas que foram à Amazônia em busca do Mapinguari não tiveram sucesso. Entretanto, o ornitólogo estadunidense David Oren, ex-diretor de pesquisa no Museu Emílio Goeldi, em Belém, acredita que a lenda do Mapinguari é baseada no contato de humanos com os últimos representantes de preguiças-gigantes e que, talvez, ainda existissem na Amazônia. Procurou-os por mais de vinte anos, sem resultado.

Seria um mamífero pré-histórico, de mais de 12 mil anos, remanescente dos antigos bichos preguiça gigante. Talvez seja o último representante da fauna gigante da Amazônia brasileira.

Outros acreditam na origem do monstro num velho pajé amaldiçoado e condenado a viver para sempre vagando pelas selvas e nessa forma aterrorizante. Outros, ainda, justificam sua origem em índios com idade avançada e que foram desprezados por suas tribos.

RELATOS E INFORMAÇÕES

Foram coletados relatos de índios em pontos remotos da mata nos estados de Rondônia, Amazônia e Pará, bem como de garimpeiros e nativos que avistaram a fera, com mais frequência durante o dia. Há quem diga que o Mapinguari só anda pelas florestas de dia, guardando a noite para dormir. Relatos outros informam que ele só aparece nos dias santos e feriados.

Sua presença na floresta é marcada por gritos e um rastro de destruição.

Os relatos são semelhantes e afirmam que, ao depararem com o tal Mapinguari, o mesmo assume postura bípede e ameaçadora, exibindo suas robustas garras. Nos relatos de alguns índios a confirmação da eliminação de um fedor, que dizem originar-se na barriga.
  
Ao andar pelas selvas, emite um grito semelhante ao dado pelos caçadores. Se um deles se encontra perto, pensando que é outro caçador e vai ao seu encontro, acaba perdendo a vida.

O Mapinguari, segundo informações jornalísticas, teria devorado vários indígenas no estado do Acre nos anos 80. Segundo alguns cronistas, o Mapinguari se alimenta apenas da cabeça das pessoas. Segundo outros, devora-as por inteiro, arrancando-lhes grandes pedaços de carne, mastigando-as como se masca fumo.

Contam também histórias de grandes combates entre o Mapinguari e valentes caçadores, porém o Mapinguari sempre leva vantagem e os caçadores felizardos, que conseguem sobreviver, muitas vezes lamentam a sorte: ficam aleijados ou com terríveis marcas no corpo para o resto de suas vidas.




Qual será a verdadeira forma do mapinguari? Tem coragem de descobrir?

A historia de Amityville 
Dizem que toda casa tem seus segredos. Porém, nenhuma tem tantos quanto uma certa residência em Amityville, no Estado de Nova York, localizada no antigo número 112 da Ocean Avenue. A verdadeira tragédia e os supostos fenômenos que ocorreram nessa casa serviram de inspiração para diversos livros, filmes, programas de rádio, televisão e noticiários. Saiba mais sobre a "mais famosa casa assombrada dos Estados Unidos".
Foto cedida Ric Osuna, Os Assassinatos de Amityville 112 Ocean AvenueUma cena terrívelNa noite do dia 13 de novembro de 1974, Ronald "Butch" DeFeo, de 24 anos, entrou freneticamente pela porta do Henry´s Bar, na pacata cidade de Amityville. Ao chegar no pequeno bar, Ronald disse que alguém havia baleado seus pais. Ele convenceu os frequentadores do estabelecimento a acompanhá-lo de volta a sua casa.
Ao chegarem no número 112 da Ocean Avenue, se depararam com uma cena terrível: seis pessoas mortas a tiros, de bruços e com as mãos na cabeça. As seis vítimas foram identificadas como a família de Ronald DeFeo:* sua mãe e seu pai, Ronald e Louise DeFeo;* seus irmãos, John, de 9 anos e Mark de 12;* suas irmãs, Allison, de 13 anos e Dawn de 18.
Foto cedida Ric Osuna, Os Assassinatos de AmityvilleRonald DeFeo, no momento de sua acusaçãoApós ser interrogado durante horas pela polícia de Amityville, Ronald DeFeo mudou sua história inicial, afirmando que a Máfia estaria envolvida nos assassinatos, e por fim confessou ter matado sua família.
Em seu julgamento, DeFeo alegou que na noite dos crimes, ele teria ouvido vozes que o obrigaram a cometê-los. A certa altura do julgamento, declarou: "sempre que olhava ao meu redor, não via ninguém, então deve ter sido Deus que falava comigo". DeFeo foi condenado a seis penas de prisão perpétua consecutivas na Penitenciária Greenhaven, em Nova York. Sua liberdade condicional foi negada, em 1999.
Foto cedida Ric Osuna, Os Assassinatos de AmityvilleReconstituição da cena dos crimes cometidos por DeFeo feita por Rip HollyO Terror...o terror...No dia 18 de dezembro de 1975, mais de um ano após os assassinatos da família DeFeo, o jovem casal George e Kathy Lutz mudou-se para a casa no número 112 da Ocean Avenue com seus filhos Daniel, de 9 anos, Christopher, de 7 e Missy, de 5. Depois de 28 dias, a família Lutz abandonou a casa, alegando que ela era assombrada.A primeira experiência anormal aconteceu quando o casal pediu ao padre e amigo da família, Frank Ralph Pecoraro para que benzesse a casa, enquanto eles realizavam a mudança.
Ao andar pela casa, o padre teria ouvido uma grave voz masculina que dizia: "Saiam daqui!". Após a visita, o padre percebeu que seu carro começara a apresentar problemas. O capô levantou-se abruptamente, estilhaçando seu pára-brisa, a porta do passageiro foi aberta, os limpadores de vidro começaram a funcionar sem que ninguém os tivesse acionado e, por fim, seu carro ficou atolado.
Foto cedida Ric Osuna, Os Assassinatos de AmityvilleA faixada do número 112 da Ocean Avenue, antes dos assassinatos (do arquivo pessoal de Geraldine DeFeo)Tempos depois, acontecimentos paranormais semelhantes começaram a acontecer na casa, como portas e janelas que abriam e fechavam abruptamente, vasos sanitários escurecidos, cruxifixos que viravam de cabeça para baixo, enxames de moscas que surgiam sem motivo aparente, e o lodo esverdeado que vertia dos tetos e fechaduras das portas.
Além disso, o Sr. Lutz encontrou um quarto secreto no porão, que não aparecia nas plantas da casa. Esse cômodo era pintado de vermelho e cheirava a sangue e ovos podres.Lutz afirmou ter visto um rosto na parede, o qual mais tarde reconheceria como sendo o de Ronald "Butch" DeFeo.
Enquanto moravam na casa, a Sra. Lutz declarou que sentia mãos invisíveis a agarrando e que, numa certa manhã, teria acordado coberta de vergões, como se tivesse sido queimada com ferro quente.
O casal declarou ter notado mudanças drásticas na personalidade um do outro e na de seus filhos enquanto viviam na casa. Além disso, a família Lutz afirmou ter visto diversas aparições pela casa, incluindo a de uma pessoa que usava um capuz branco e estava ferida a bala, que assombrava a sala; e a de um porco gigante de olhos vermelhos ofuscantes que aparecia do lado de fora das janelas para espiar o que acontecia dentro da casa.
A pequena Lutz costumava dizer a sua família que o porco era o seu amigo "Jodie".
           Abaixo uma foto de um fantasma que apareceu na casa.
                                Veja agora ela com o zoom no fantasma.

      Muito foda!
http://aslendasemitos.blogspot.com/2009/05/verdadeira-historia-sobre-terror-em.html

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mindfuck - A arte de ferrar sua mente.

                 Mindfuck é uma gíria inglesa que significa confundir a mente, e se aplica a um individuo com o intuito de confundir ou atrapalhar a mente da outra pessoas, um exemplo de mindfuck são de fotos aparentemente normais que sempre tem uma surpresinha claro que são fotos modificadas mais algumas ate que são assustadoras.

         Confira as dicas nas imagens abaixo e tente descobrir o que cada uma tem de anormal.










E ai descobriram todos?

Obs: (A imagem 4 é real, ela foi tirada na casa assombrada de amityville.)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O Jogo do copo
                 

          Quatro jovens resolveram fazer uma brincadeira um pouco fora do comum para sua idade. Um deles leu em uma revista de esoterismo como fazer o jogo do copo. Um sistema de comunicação com o além chamado OUIJA.

Um dos garotos sabia que seu pai tinha um tabuleiro. Resolveram comprar um copo e começar a sessão. Esperaram seus pais saírem de casa para acenderem as velas na sala e iniciar os trabalhos. Algumas rezas, piadas e movimentos dos garotos no copo, um deles resolve fazer as perguntas sérias:

- Tem alguém ai?

E o copo se movimenta para o sim

- Qual é o seu nome?

E o copo vai para a palavra não.

- Você é homem ou mulher?

O copo treme repentinas vezes e para. Os jovens começam a gostar da brincadeira:

- Você era careca?

Todos caem na gargalhada e o copo não sai do lugar.

- Como você morreu?

O copo volta a tremer mas não sai do lugar. Os rapazes insistem e a pergunta foi repetida três vezes, até que o jovem que perguntava pede uma prova da existência de um espírito na sala:

- Se há alguém nessa sala, dê um sinal.

Nesse momento o telefone toca repentinamente. Eram 22:00. Os jovens ficam assustados num primeiro instante, mas depois se acalmam e começam a dar risada da situação. Da coincidência do telefone tocar. Eles não atendem ao telefone e o mesmo para de tocar. Depois de um pouco de hesitação, decidem voltar a brincadeira.

De volta ao tabuleiro, o jovem repete a pergunta:

- Tem alguém ai? Dê-me uma prova que você está ai...

Novamente o telefone toca. As crianças ficam assustadas e deixam o tabuleiro cair. As peças se perdem pela sala enquanto os ruídos incessantes do telefone ecoam por toda a casa. Os jovens criam coragem e resolvem atender ao telefone. Num lançe de desespero e impulsionado pelos amigos, o jovem pega o telefone e diz com uma voz tremula:

- Alô?

Silencio absoluto. Algumas gargalhadas dos garotos e mais uma tentativa:

- Alô? Alô? Tem alguém ai? Em tom de brincadeira

Mas, ao invés de silêncio, uma voz sai do fone:

- Essa é a prova

Todas os jovens saem correndo de casa, desesperados, pedindo a Deus por suas vidas e prometendo nunca mais brincar com os mortos.
por Reinaldo Ferraz

http://anjoidemonios.blogspot.com/2010/11/jogo-do-copo-cuidado.html

   Curiosidade: O nome original do jogo é Ouija, que vem da junção de duas palavras "OUI" que significa Sim em francês e "JA" que também quer dizer sim só que em Alemão juntando da Ouija, estranho não, porem esse nome não é bem difundido no Brasil então este jogo é conhecido como jogo do copo.
            O jogo ficou conhecido pela sociedade no ano de 1892 nos Estados Unidos e foi apresentado com brinquedo em algumas lojas, no entanto acredita-se que o jogo do copo seja um oraculo que descende de culturas pagãs. O jogo aparenta ser legal e inofensivo porém é bem o contrario ele é bem perigoso, ha relatos de pessoas que tiveram suas vidas pertubadas para sempre, ha ate relatos de pessoas que morreram de forma inexplicável depois de ter jogado e de pessoas que ate se suicidaram.

        Fiz este post para que vocês leitores tenham conhecimento sobre o assunto, não pensem que é um simples jogo. Só uma dica nem sempre é um espirito que vem falar com quem joga.
 
 
        

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Cão do Demônio
Os Cadejos, cães demoníacos apareceriam à noite acompanha   Odos por um som de correntes sendo arrastadas, embora nenhuma corrente seja visível. Do tamanho de um bezerro pequeno, este cão teria o pêlos emaranhado, dentes gigantescos e olhos, narinas e orelhas incandescentes, que assustariam qualquer coisa em seu caminho, de crianças travessas a homens perdidos e animais de fazenda. Contudo, esta “assombração” é considerada benévola, pois caminharia junto aos homens embriagados para certificar-se de que cheguem em segurança a suas casas, até mesmo protegendo-os de outras criaturas da noite como La Llorona ou ladrões comuns. Na Guatemala, contudo, eles consideram que haja duas versões deste cão: o negro e o branco. O cão branco protegeria qualquer um que acompanhasse. Outra história arrepiante conta como os Cadejos apareceram para um trapaceiro da cidade que estaria hospedado em uma fazenda, e como as pessoas deveriam escutar os avisos de natureza sobrenatural dados por pessoas do campo.


http://anjoidemonios.blogspot.com/2010/10/lendas-urbanas_3155.html



A foto do diabo

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A história dessa foto começa em setembro de 98, quando o corpo de uma menina de 12 anos foi encontrado. Muito provavelmente ela havia sido estuprada antes de morrer, mas o que realmente chamou a atenção de todos foi uma análise feita nos objetos que estavam junto com o corpo: eles tinham mais de 30 anos de idade. Como poderia o corpo ter sido perfeitamente conservado durante todo esse tempo, como se nenhum dia tivesse passado?
Esse fato gerou uma investigação, que levou a policia a descoberta de que há 30 anos, uma menina havia desaparecido de um convento próximo ao local e jamais fora vista de novo. O nome dela era Marian Melisa Taylor, que havia nascido em 6 de junho 1950 e desaparecido em 1962 no dia 24 de julho.
Em meio aos papéis dela, foi encontrada uma foto, que estava muito desgastada, para poder ver o conteúdo real da imagem, foi usada uma técnica de espectrografia, que revelou essa imagem:
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Na hora que viram isso todos se espantaram pois a foto original permitia ver que ela usava um vestido azul e na foto acima ela parece estar nua. Sem explicação alguma a foto original que estava com a polícia sumiu. Deixando para trás apenas essa misteriosa imagem. Porém algo bastante assustador aconteceu quando eles aplicaram uma inversão de cores na foto, pois a cena aterradora ficou ainda mais clara:
12copys
Por trás da garota nua podemos ver claramente um ser com chifre, e com sua mão sobre o ombro direito dela, come se a puxasse para perto. A posição dos pés da garota da à impressão de que está indo para frente, como se tentasse fugir da misteriosa figura.
Até hoje não se sabe como a foto de uma menina de vestido, revelou essa imagem ao fundo. Também não existe explicação para a conservação do corpo dela nem para seu sumiço… Enfim toda a história é envolta em um mistério insolúvel.
   Abaixo o link.



O homem dos olhos vermelhos

           Eu li este post em um blog de um amigo, é uma historia escrita por Eddie Nunes. Decidi postar esta historia porque ela é um caso um tanto quanto peculiar pois se assemelha uma experiencia que tive em minha infância.
                                     

     Leitos de hospitais geralmente são lugares tristes durante o dia. A noite essa tristeza se intensifica, solidificando-se nas paredes recobertas de limo, no teto mal iluminado pelas lâmpadas fluorescentes, nas camas recobertas pelos lençóis esverdeados, abarrotados, encobrindo seus contornos metálicos. Na camada de tinta que escapa das paredes... Se durante o dia os leitos de hospitais são lugares tristes, durante a noite eles se tornam deprimentes. Fiz essa pequena constatação pessoal, quando passei três dias e três noites inteiras, devidamente hospitalizado, graças ao que meu tio Antonio chamava de “Pequeno espião birrento”. Um calculo renal, de aproximadamente dois milímetros, semelhante a um grão de arroz super desenvolvido, alojado em meus rins, mas movendo-se furtiva e dolorosamente em direção ao meu canal urinário. Dizem que a dor do parto é uma das maiores dores que o ser humano pode sentir. Besteira! Levando-se em consideração os fatos, excluindo-se os nove meses de incômodos enjôos, a dor do parto nem se compara a dor de uma cólica renal. Passei dois anos nutrindo esse “filho bastardo” em meu “ventre”, e no fim me vi obrigado a expulsa-lo já em fase adulta. Cinco dolorosos milímetros atravessando o canal urinário. Cinco milímetros em forma de uma pequena pedra pontuda, formada basicamente de oxalato de cálcio e acido úrico. Imagine um pequeno pedaço de gilete, escorregando devagar, abrindo caminho a força junto com a sua urina. Parto normal? Besteira... Pura e simples besteira! E ainda tenho a pedra para provar. 
       O fato é que durante aqueles três dias em que passei acordado, me virando interminavelmente sobre os lençóis novos, recém estirados (mas ainda assim com aquele cheiro e aspecto desagradável de leito de hospital) recebi basicamente duas visitas. Uma delas, é claro, era minha mãe. Chegava às dez e saia pontualmente às doze, quando terminava o horário matinal de visitas. Trazia meu almoço devidamente conservado em uma tigela de plástico, pois sabia da resistência exagerada que meu corpo insistia em nutrir, quando o assunto em questão era a higiene empregada nos refeitórios hospitalares. Pobre coitada! Enfrentava uma verdadeira via-crúcis só para satisfazer um pouco das necessidades infantis do filho. E enquanto eu me alimentava, seguindo suas instruções de comer devagar e mastigar bem os alimentos, ela checava com cuidado os curativos provocados em meu punho esquerdo, pela mão desajeitada de uma enfermeira descuidada, que perdera a veia no momento de introduzir o soro na corrente sanguínea. 
       Minha mãe era uma boa pessoa e agradeço a Deus por tê-la sempre ao meu lado. Não pensem, por favor, que fui do tipo mimado que não nutria o costume de sequer lavar as próprias roupas de baixo. Seria uma interpretação errônea dos fatos aqui apresentados, mas digamos que sempre fui um pouco dependente dela, quando na verdade deveria ocorrer ao contrário. Sempre tive medo do tempo e do que ele poderia fazer comigo. Mais ainda, do que ele poderia fazer com ela. 
       Fui testemunha ocular do quanto o tempo pode ser cruel, logo no primeiro dia de internação no hospital Santa Maria, naquele inverno de 1957. O homem era um senhor já de idade. Pude perceber isso logo que ele entrou. Tinha no rosto um aspecto cansado, com profundas olheiras marrons rodeando seus olhos.  A pele flácida, repuxada drasticamente para baixo, formando uma papada enorme e disforme logo abaixo do queixo. As costas arqueadas e o andar lento, vagaroso, quase hipnótico. Estava acompanhado por uma garota extremamente bonita, que o ajudava a carregar o suporte metálico do soro. Era um pouco maior que ele (mais devido à curvatura do corpo do velho, do que a qualquer outra coisa), longos cabelos ruivos, caindo lisos por sobre os ombros ligeiramente arqueados, pele branca e olhos tão verdes e brilhantes quanto duas bolinhas de gude. Na ponta de seu queixo se destacava um pequeno orifício, quase imperceptível, mas ainda assim carregando sua inegável parcela de beleza.
       — Por aqui senhor. – Disse educadamente a outra mulher, que entrou no quarto logo em seguida, tomando a frente e indicando uma das camas ao meu lado. Usava um grande jaleco verde, que descia pelos contornos magros de seu corpo, quase até os joelhos. Seu rosto parecia tão cansado quanto o do senhor de idade, mas ela conseguia (ou pensava que conseguia) esconder isso muito bem com o blush e o pó compacto, espalhado pelo rosto como massa corrida em uma parede esburacada.
       — Tem certeza de que vai ficar bem vovô? - Perguntou a garota dos olhos de bolas de gude, ajudando o senhor a se acomodar lenta e dolorosamente na cama. O velho balbuciou algo inaudível e se deitou, cruzando as pernas e os braços, encolhendo o corpo de lado em posição fetal. A mulher de jaleco o ajudou a tirar os sapatos e as meias, largando-os ao pé da cama após notar com crescente interesse a camada marrom de sujeira, semelhante à marca deixada em suas roupas intimas após uma incursão mal sucedida ao mundo da higiene pessoal.
       — O horário de visitas é das dez as doze, querida. – Disse a enfermeira, procurando ser o menos rude possível. – Visitas após esse horário só são aceitas mediante uma permissão especial. Mas levando-se em consideração o estado de saúde de seu avô, isso não será muito difícil de se arranjar. – Nesse ponto a voz da enfermeira oscilou, e por Deus... Que todos os santos me perdoem, mas eu juro que senti uma pontada de prazer despontar de seus lábios, quando ela disse aquelas palavras.
       A garota corou e procurou, provavelmente nos recantos mais profundos de sua mente, se lembrar de como deveria ser um sorriso sincero. Tentou reproduzi-lo com o Maximo possível de fidelidade, mas o que conseguiu foi apenas um ligeiro entreabrir de lábios.
       — Tudo bem. Só peço que cuide bem dele enquanto eu não estiver por perto. – Disse ela. Sua pele adquiriu um tom ligeiramente rosado, quando as palavras saíram de seus lábios ressecados. – Ele não dará muito trabalho. Sempre foi um homem quieto, do tipo que gosta de sofrer em solidão.
       A enfermeira permanecia séria, mas a graças a uma habilidade que adquiri com o decorrer dos anos, convivendo em meio a uma sociedade hipócrita, que esconde seus mais secretos desejos sobre a camada superficial da pele, percebi que por dentro ela sorria. O tipo de riso sarcástico, capaz de fomentar os mais doces e delirantes desejos. A enfermeira de pele flácida e olhar triste parecia se comprazer com o sofrimento alheio, da mesma forma que um cientista metódico analisa um rato de laboratório, caminhando interminavelmente sobre o circulo metálico, fadado ao eterno enclausuramento de sua jaula... Sem escapatória.
       — É como dizem... No fim as coisas sempre se ajeitam. – Disse a enfermeira, forçando um sorriso, que por fim se mostrou tão verdadeiro quanto uma moeda de dois reais. A garota dos olhos de bolas de gude não respondeu.   
       Alguns minutos depois a enfermeira saiu, deixando o senhor de idade aos cuidados da garota dos olhos de bolas de gude. Permaneceria por pouco tempo ali, já que o horário de visitas estava quase chegando ao fim. Sentou-se em um banquinho de madeira, com as bordas carcomidas pelas traças, e passou os minutos que lhe restavam acariciando os cabelos grisalhos do avô, que permanecia, por sua vez, inerte a tudo e a todos, mergulhado em seu próprio mundo imaginário, em um país distante, onde provavelmente doença alguma lhe acometera as entranhas.
       — O que ele tem? – Perguntou minha mãe, rompendo o silêncio monótono do quarto. A fraca luz de uma manhã nublada atravessava as frestas das persianas, lançando sombras horizontais sobre os contornos de seu rosto jovial, mas também cansado.
      Por um momento pensei que a garota dos olhos de bolas de gude não fosse responder a pergunta. Sua cabeça estava ligeiramente inclinada para frente, apoiada nas palmas das mãos, com seus dedos finos e delicados massageando a testa. A dor instalada em seu coração parecia se mover furtiva e delicadamente sobre o frio do quarto de hospital, de uma maneira triste e abrasadora. Se passaram apenas alguns segundos, mas que para mim pareceram intermináveis e angustiantes, até que ela resolveu responder.
       — Alzheimer... – Disse ela. O tom parecia inarticulado, sussurrando as palavras, espalhando-as pelo quarto com o temor carregado na voz. – Se esqueceu das coisas boas da vida, e agora precisa de ajuda. O problema é que sou casada. Tenho dois filhos pequenos para cuidar e um marido que não move uma palha sequer... O ser humano às vezes pode ser muito egoísta não é?
       — Na maioria delas, sim. – Respondeu minha mãe. Mas ambos sabíamos que a mulher não queria ouvir uma resposta. Fora uma pergunta retórica. Seu tom monótono de voz deixava isso definitivamente claro. – Mas vai ficar tudo bem. Ore... Peça por ajuda, e no final as coisas se ajeitam.
       A garota riu. Não o tipo de sorriso sarcástico que a enfermeira havia insinuado e que interpretara tão convincentemente bem. Seu entreabrir de lábios era sofrível e real.
       — Foi o que a enfermeira falou. – Disse ela, enxugando com as palmas das mãos as lagrimas que insistiam em deslizar dos seus olhos de bolas de gude. – E ele? O que têm?
       — Pedra nos rins. – Respondeu minha mãe, sem fazer arrodeios. Geralmente agia assim com as pessoas. Aproximava-se delas muito facilmente, aproveitando-se dos não tão raros momentos de fragilidade emocional delas.
       Não demorou muito para que surgisse uma solida amizade entre as duas.  Com o passar do tempo, as visitas de ambas tornaram-se menos freqüentes. O leito do hospital tornou-se mais vazio, tendo sua solidão quebrada apenas nas poucas vezes em que a enfermeira de pele flácida e olhar torto aparecia para trocar as fraldas do senhor de idade. Fazia isso com o maior desprazer possível que uma pessoa poderia ter, e não foram poucas as vezes em que presenciei cenas de maus tratos. Prometi a mim mesmo que quando saísse dali tomaria as providencias necessárias para que aquele tipo de coisa jamais voltasse a acontecer. Mas, infelizmente, não foi necessário. Porque naquele mesmo dia, apenas algumas horas antes do médico finalmente me dar alta, durante uma madrugada frio e escura, o avô da garota dos olhos de bolas de gude e eu recebemos a segunda visita, da qual falei no inicio desse relato. Não citei nomes pois não me atrevi a nomeá-lo, tamanho fora o terror que se alojara em minha mente após aqueles fatos. Mas se for necessário fazê-lo, prefiro chamá-lo de “O homem dos olhos vermelhos”, mesmo sabendo, inconscientemente, que a criatura que nos visitara aquela noite era tudo, menos humana. 
       A lua cheia despontava no céu, grande e redonda, espalhando sua beleza para todos os lados, ofuscando parcialmente o brilho das estrelas. As persianas, como sempre, estavam abertas, e pequenas tiras de luminosidade se atreviam a invadir a escuridão parcial do quarto. Assim como nas outras noites, eu não conseguira pegar no sono. Contar carneirinhos já não adiantava muito na minha idade, de modo que sempre optava por permanecer de olhos fechados, me imaginando fora daquele lugar, de uma vez por todas, apesar dos braços inchados pelo soro sempre me lembrarem do contrário.
       já passava das duas da madrugada, quando a porta do quarto foi aberta. Até onde eu sabia, não havia nenhuma dose de remédios cavalares programada para aquele horário, nem para mim e nem para o avô da garota dos olhos de bolas de gude. Um frio cortante pareceu inundar o quarto, de repente, antes que eu me desse conta de que o vulto parado em frente a porta não era o da enfermeira. Seus contornos eram másculos e bem definidos, do pescoço para cima. Do pescoço para baixo, usava um jaleco, obscurecido pelas sombras. Permaneci de olhos parcialmente fechados, fingindo estar mergulhado em um sono profundo, com o qual eu já não me familiarizava há muito tempo. O homem continuou durante um curto período de tempo parado a porta, provavelmente esperando alguma reação de minha parte. Creio que meu sono de mentira tenha sido suficientemente convincente, pois pouco tempo depois o homem que estava parado a porta moveu-se, caminhando devagar, contanto os passos, até a cama do senhor de idade. Virei-me um pouco sobre a cama, fingindo um sono perturbado, apenas para ter a oportunidade de enxergar o leito do avô da garota de bolas de gude de um ângulo melhor. Funcionou. 
       O homem de jaleco parou ao lado do leito do senhor de idade, checando com cuidado o soro preso ao suporte de metal, ao lado da cama. Deu três rápidas batidas sobre o plástico transparente e o soro no interior da bolsa começou a correr mais rápido. Sobre o leito, o velho gemeu, inconsciente, delirando enquanto dormia. O homem de jaleco moveu-se, sentando-se com cuidado no mesmo banco de madeira que a garota dos olhos de bolas de gude sentara apenas alguns dias atrás, deixando que um pequeno feixe de luminosidade que atravessara a persiana iluminasse parcialmente seu rosto. Fora apenas por uma fração de segundos, mas eu vi. O sangue de meu corpo gelou por completo, e um estranho frio sobrenatural pareceu invadir o quarto. O olhos do homem de jaleco eram vermelhos, como brasas retiradas das profundezas do inferno. Fitavam o velho com alucinado interesse, enquanto pareciam queimar viva e dolorosamente sobre seu rosto.
       Pensei em levantar e fugir. Correr. Me esconder em qualquer lugar onde o homem dos olhos vermelhos jamais poderia me encontrar, mas o medo me paralisou. O senhor do destino, que no final sempre comanda nossas ações, me fez permanecer ali, de olhos arregalados, fitando os contornos demoníacos do homem dos olhos vermelhos, enquanto sua cabeça se inclinava ameaçadoramente em direção ao velho. E tudo acontecia como num filme, revelado aos poucos. Suas mãos de dedos finos e longos tinham garras nas pontas, ao invés das tradicionais e bem cuidadas unhas que um doutor teria. A pele dos dedos era flácida, enrugada e cinza. Parecia que poderia se desfazer a qualquer momento, semelhante a pele em decomposição de um cadáver. Abraçou o punho do velho com seus dedos mortos, e removeu com cuidado a agulha de um dos punhos. Elevou-o até a boca, envolvendo o pequeno orifício provocado pela agulha com seus lábios ressecados e cinzas. O que se seguiu posteriormente, fora um verdadeiro teatro de horrores. Eu podia ver o sangue fluindo nas veias do velho, indo de encontro aos lábios mortos do demônio de olhos vermelhos. Uma pequena poça de sangue se formou ao pé da cama, e quando pensei que o demônio dos olhos vermelhos havia terminado, algo mais aconteceu. Ele abaixou-se, inclinando seu corpo em um movimento humanamente impossível, sem dobrar os joelhos, até o chão. Uma enorme corcunda apareceu em suas costas, e o jaleco de doutor que usava tornou-se pequeno, revelando uma massa de ossos magros, visivelmente desproporcionais, grudados a pele morta, decompondo-se. Uma coisa grotesca e disforme, que jamais ousarei chamar de língua, saiu do interior de sua boca, contornando o ar em movimentos delicados e ao mesmo tempo horrorizantes, como uma cobra manipulada por um encantador de serpentes, e lambeu o chão. Seus olhos brilharam novamente, com o fogo oriundo das profundezas do inferno, e por um momento apenas me encararam, como se dissessem: “Você é o próximo, garoto.”
       Mas eu não fui o próximo. Ao menos, não naquela noite. O demônio dos olhos vermelhos se levantou, satisfeito, e seus contornos, por incrível que pareça, voltaram a assumir a forma humana com a qual ele havia se apresentado, no momento em que entrou no quarto. Virou as costas e saiu, largando o velho morto atrás de si. Muitos anos se passaram, desde o acontecido. Perdi a maior parte dos meus cabelos, e os poucos que ainda restam são tão brancos quanto um céu repleto de nuvens. Na época tinha apenas dezoito anos e toda uma vida pela frente. Uma vida que ficaria marcada para sempre pela presença do demônio dos olhos vermelhos, durante uma noite escura, num leito frio e solitário de hospital. Hoje tenho noventa e dois anos, e me encontro deitado no mesmo leito. Esqueci-me do rosto de minha mãe, do rosto da garota, mas do rosto do demônio dos olhos vermelhos eu jamais me esqueceria.
       É o mesmo que se encontra parado agora, na porta do quarto, me observando com curiosa atenção.

 Minha experiencia: Embora não tenha acontecido da mesma forma que a do texto acima, quando eu era criança esta brincando no quintal de casa já era noite umas 22:00 horas, atras do quintal da minha casa tinha uma mata fechada a unica coisa que separava era um cercado de madeira, como eu estava dizendo eu estava brincando com mais duas primas quando de repente eu olhei para o fundo do quintal vi agarrado ao cercado uma forma aparentemente humana não deu para ver direito pois estava escuro, e o que se destacava e chamou minha atenção foi os olhos extremamente vermelhos, tão vermelhos quanto sangue, fiquei olhando para ele ou qualquer coisa que fosse por uns 30 segundos paralisado de medo ate que ele sorrio para min e seu sorriso também era vermelho foi ai que eu me desesperei e comecei a grita e a correr para dentro, minhas primas não tinham visto porem correram assustadas com os gritos que dei. Não sei o que era aquilo nas me deixou tão assustado que eu convenci meus pais a se mudar, e o mais estranho e que eu conheci outras pessoas que tiveram a mesma experiência es descreveram este estranho ser da mesma forma que eu vi, nunca vou esquecer aqueles olhos.
          

          E você já teve alguma experiência parecida relacionado com o homem de olhos vermelhos? talvez não seja apenas coincidência e realmente aja uma ligação entre estes casos. 

Se gostou não esqueça de comentar.
  (abaixo o link de onde eu li a historia)
http://anjoidemonios.blogspot.com/

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Wendigo


         Wendigo é uma criatura mitológica, e sua lenda é nativa dos índios norte-americanos que conta que o Wendigo é um espirito canibal que pode possuir uma pessoa, ou um humano com praticas canibais. 
         Para uma pessoa se transformar em wendigo segundo a lenda ela tem que praticar canibalismo durante um longo período de tempo assim se tornando a criatura, começam a apresentar técnicas para caça (Humanos), como mimetismo da voz para atrair vitimas, possuem grande habilidade em escalar arvores, alem de terem uma força e velocidade sobre-humana. O Wendigo é um predador cruel quando escolhe uma vitima a persegue ate conseguir devora-la fugir é quase impossivel. 
         Esta criatura é descrita como um ser bem magro com pele cinza e ossos empunhando-se contra a pele, possue também braços e pernas longos com grandes garras nas mãos e pés, dentes pontiagudos e amarelos e alguns cabelos brancos, sua boca esta sempre suja de sangue devido constante fome. O Wendigo possue uma fome descontrola mesmo acabado de se alimentar parte em busca de novas vitimas, diz a lenda também que o wendigo hiberna durante muito tempo e armazena pessoas vivas ou restos de suas vitimas ligeiramente devoras em cavernas para come-las durante os invernos rigorosos.
        Extremamente forte e veloz é quase impossivel para um humano vence-lo mas segundo a lenda as únicas forma de mata-lo é o fogo pois tem a habilidade de suportar e se curar de ferimentos a balas e cortantes o fogo é mais eficaz porque consome o individuo por inteiro, outra forma seria desmembra-lo com um machado de prata picar seu coração colocar em uma caixa preta e enterrados em solo sagrado.






             Pense duas vezes antes de se aventurar em uma floresta, quem sabe você não tromba com um wendigo por la.


     Obs:( Aquele filme "Abismo do medo" já notaram que as criaturas que aparecem no filme se encaixam com a descrição do wendigo, será que o filme foi baseado nesta lenda?)